Você tem cédulas danificadas? Saiba o que fazer.

Você certamente já recebeu uma cédula riscada ou até mesmo rasgada, mas sabe o que fazer com as notas danificadas? Rasgos, furos, cortes ou remendos, desde que não comprometam mais da metade da nota, ainda permitem a substituição do dinheiro. Uma cédula fragmentada, por exemplo, em que um dos pedaços preserve mais da metade do tamanho original da nota, deve ser trocada pela rede bancária, mas não passada para frente no mercado.

“A Lei 8.697/93 determina a perda de curso legal para notas que contiverem marcas, rabiscos, símbolos, desenhos, ou quaisquer caracteres estranhos a ela. As pessoas podem se recusar a recebê-las, apesar de que, geralmente, o comércio aceita e deposita essas notas nos bancos”, explica João Sidney, chefe do Departamento do Meio Circulante. No site do Banco Central é possível encontrar uma lista de exemplos – com imagens – de notas que perderam o valor por conta dos danos e de outras que ainda mantém o curso legal.

Cédulas rasgadas que tenham mais da metade do tamanho original em um mesmo pedaço podem ser depositadas ou utilizadas em pagamento, desde que diretamente na agência bancária – responsável por receber o material e encaminhá-lo para análise técnica do Banco Central. O mesmo acontece no caso de moedas tortas, perfuradas ou com danos de qualquer natureza que, dependendo do estado da deterioração, podem ser substituídas por novas unidades. Em 2014, o Banco Central substituiu o equivalente a R$ 9,6 bilhões em notas inadequadas para circulação.

Quem entrega uma cédula danificada ao banco para fins de verificação deve receber um recibo da instituição financeira e acompanhar na página do BC a situação da análise técnica do BC sobre a nota enviada. Se as cédulas ainda possuírem valor, o consumidor será ressarcido. Já o material prejudicado é destruído pelo BC.

O grau de conservação, o desgaste e os danos apresentados definem a validade de uma cédula e sua permanência ou não no mercado. Sempre é bom lembrar que cuidar melhor das notas e das moedas aumenta a durabilidade das unidades e preserva a qualidade delas, além de reduzir o gasto com a substituição.

Fonte: Site do Banco Central (www.bcb.gov.br)

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